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    Arquivo do Coletivo

    Arquivo de Travessias.

    Nossa história contada através de obras, pesquisas e ações. 7 projetos no arquivo.

    7 projetos
    2026
    Educaçãodez 2025 - abr 2026
    Ciclo Formativo Corpo-Matéria-Memória

    Ciclo Formativo Corpo-Matéria-Memória

    O projeto Ciclo Formativo Corpo-Matéria-Memória foi desenvolvido em duas etapas principais: um ciclo formativo de cinco encontros presenciais e a elaboração coletiva de uma exposição artística. A primeira etapa foi voltada à experimentação artística e à formação de agentes culturais na cidade de Jataí (GO). As oficinas aconteceram no espaço do Água Forte Ateliê, casa de arte e cultura gerida por mulheres artistas e educadoras da cidade, e abordaram diferentes linguagens e práticas artísticas, como argila, arte têxtil com reaproveitamento de materiais, desenho e audiovisual. As oficinas foram conduzidas por artistas convidadas/os, valorizando os saberes locais e promovendo o fomento direto a essas/es profissionais. A segunda etapa consistiu na criação coletiva da exposição Corpo-Matéria-Memória, que reuniu obras produzidas pelas/os participantes ao longo do ciclo. A exposição foi organizada por meio de uma curadoria colaborativa e instalada na Biblioteca Veredas da Leitura do IFG/Câmpus Jataí, constituindo a culminância pública e simbólica do processo formativo.

    A proposta nasceu do desejo de fortalecer a cena cultural da cidade e criar oportunidades de formação para pessoas interessadas em atuar como artistas e produtoras/es culturais, especialmente aquelas que ainda não haviam acessado espaços tradicionais de formação. A ideia do projeto surgiu das vivências da proponente junto a espaços autônomos de arte e educação popular no município, como o próprio Água Forte Ateliê, e da compreensão da potência transformadora da arte quando compartilhada de forma horizontal, coletiva e situada no território. O tema que orientou todo o processo foi “Corpo-Matéria-Memória”, que também deu título à exposição. A partir desse eixo, os encontros possibilitaram que as/os participantes refletissem e criassem a partir das experiências sensíveis do corpo, das diferentes materialidades e suportes artísticos e da memória como elo entre as experiências.

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    Educaçãojan 2026 - jun 2026
    [Trans]cerralizando vogue

    [Trans]cerralizando vogue

    O projeto (Trans)cerralizando Vogue surgiu da urgência de promover ações de formação cultural voltadas à valorização e à visibilidade da comunidade LGBTQIAPN+ no município de Jataí (GO). A proposta teve como eixo central a realização de um workshop de voguing e cultura ballroom, linguagens artísticas que emergiram como práticas de resistência e afirmação identitária de corpos dissidentes, principalmente negros e latinos. Originado nas comunidades LGBTQIAPN+ negras e latinas dos Estados Unidos, o voguing foi abordado não apenas como dança, mas também como expressão artística, política e cultural de reexistência, capaz de tensionar padrões normativos de gênero, sexualidade e corpo.

    O título (Trans)cerralizando Vogue expressou a proposta central do projeto: dar visibilidade e protagonismo aos corpos trans e dissidentes dentro da cultura voguing, ao mesmo tempo em que buscou estabelecer um diálogo entre essa expressão artística e as territorialidades do Cerrado que caracterizam a região de Jataí (GO). O termo “cerralizando” remeteu à valorização, apropriação e ressignificação do espaço cultural local, compreendendo essa manifestação como uma possibilidade viva de criação enraizada no território. Dessa forma, o projeto reafirmou a potência criativa dos corpos trans e dissidentes em diálogo com o Cerrado e evidenciou a possibilidade de a cultura ballroom florescer, ser apropriada e ganhar novos sentidos em diferentes territórios brasileiros, fortalecendo identidades, resistências e pertencimentos locais.

    Em uma cidade como Jataí, marcada pela existência ainda limitada de espaços destinados à expressão e à valorização da diversidade sexual e de gênero, o projeto buscou não apenas proporcionar formação artística, mas também construir um espaço de acolhimento, partilha de saberes e fortalecimento de vínculos comunitários. A participação de profissional atuante na cena ballroom de Goiás na condução do workshop possibilitou o diálogo com conhecimentos, práticas e experiências vividas no interior dessa cultura, contribuindo para uma formação cultural situada, sensível e transformadora.

    A atividade buscou ampliar o acesso à cultura e fortalecer o direito à arte como dimensão da cidadania, contribuindo para a construção de uma cidade mais plural e democrática. A difusão da cultura ballroom em Jataí constituiu também uma forma de afirmar a potência criativa e o valor cultural das diferentes formas de existir, fortalecendo a diversidade, o pertencimento e a expressão de corpos historicamente marginalizados.

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    2025
    Educaçãodez 2025 - jun 2026
    BERNARDO ÉLIS, O POETA DO CERRADO: 50 ANOS DE ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

    BERNARDO ÉLIS, O POETA DO CERRADO: 50 ANOS DE ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

    O projeto Bernardo Élis, o Poeta do Cerrado: 50 Anos de Academia Brasileira de Letras foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio de edital realizado no município de Jataí (GO). O projeto foi desenvolvido com o propósito de celebrar os 50 anos da posse de Bernardo Élis na Academia Brasileira de Letras e ampliar o acesso à obra de um dos principais escritores goianos. A iniciativa promoveu a valorização da literatura produzida em Goiás, da cultura do Cerrado e da memória de um autor cuja obra retrata sujeitos, territórios, conflitos e modos de vida profundamente relacionados à realidade social e cultural goiana.

    Ao longo do projeto, foram realizadas 26 oficinas literárias, superando as 18 inicialmente previstas, tendo como referência poemas da obra Primeira Chuva. As atividades envolveram leitura, interpretação, diálogo e produção literária e foram desenvolvidas com diferentes públicos, entre eles estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior, mulheres negras, pessoas idosas, comunidades periféricas e público em geral. As ações aconteceram em escolas públicas, no Instituto Federal de Goiás, na Universidade Federal de Jataí, no Museu de Arte Contemporânea, em associação de bairro, espaços comunitários, shopping e também em residências de pessoas com pouca mobilidade. Ao todo, o projeto alcançou aproximadamente 500 participantes diretos.

    Como culminância, foi realizado um evento de encerramento no IFG Câmpus Jataí, reunindo uma exposição sobre a trajetória de Bernardo Élis, apresentação da Orquestra de Violeiros de Jataí e palestra dedicada à vida e à obra do escritor. Dessa forma, o projeto articulou literatura, educação, memória e cultura popular, aproximando a produção literária de Bernardo Élis de diferentes gerações e comunidades e contribuindo para a valorização da literatura goiana, da memória cultural e das identidades do Cerrado.

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    Eventoset 2025
    II Para Descolonizar o Ensino, a Pesquisa e a Extensão: diálogos sobre currículo

    II Para Descolonizar o Ensino, a Pesquisa e a Extensão: diálogos sobre currículo

    O II Para Descolonizar o Ensino, a Pesquisa e a Extensão foi realizado em 4 de dezembro de 2025, no IFG – Câmpus Jataí, Unidade Riachuelo, como uma ação de extensão aprovada pelo Edital nº 14/2025/PROEX/IFG. Realizado pelo Coletivo Atravessamentos, em parceria com o IFG Câmpus Jataí e o Água Forte Ateliê, o evento deu continuidade às reflexões iniciadas em sua primeira edição, constituindo um espaço de encontro entre educação, arte, cultura e comunidade.

    A programação teve início com a abertura da exposição artística “Olho-Paradigma”, seguida pela exibição do curta-metragem “Rasura”, dirigido por Karine Soares, e pela performance “Com a fúria da beleza do sol”, da artista Adenisi Mendonça Santana, com direção de Andrea Pita. As diferentes linguagens artísticas integraram a proposta formativa do evento, mobilizando outras formas de produzir conhecimentos, narrar experiências e provocar reflexões sobre os modos como vemos e interpretamos o mundo.

    A programação também contou com uma sessão de homenagens dedicada a pessoas que descolonizam o cotidiano, reconhecendo educadoras/es, pesquisadoras/es, artistas, artesãs/ãos, intelectuais, agentes culturais e espaços independentes da comunidade que constroem, em suas práticas, caminhos de resistência, valorização dos saberes, justiça social, diversidade e transformação coletiva.

    Como atividade central, foi realizada a roda-entrevista “Diálogos sobre o Currículo”, apresentada por Simone Rosa e composta pelas convidadas Aline Luz, Mara Rúbia e Rita Rodrigues. O encontro propôs pensar criticamente o currículo e as relações entre educação, conhecimento, experiências e sujeitos, colocando em diálogo diferentes trajetórias e perspectivas.

    Em sua segunda edição, o Para Descolonizar reafirmou a proposta de construir espaços em que ensino, pesquisa e extensão possam dialogar com a arte, a cultura e os saberes produzidos nos territórios. Mais do que uma programação de atividades, o evento buscou fortalecer encontros e reconhecer pessoas, práticas e conhecimentos que questionam hierarquias e ampliam as possibilidades de pensar uma educação comprometida com a diversidade, a participação coletiva e a transformação social.

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    2024
    Audiovisualdez 2024 - ago 2025
    Audiovisual popular: cidadania, acessibilidade e justiça social

    Audiovisual popular: cidadania, acessibilidade e justiça social

    O projeto realizou quatro oficinas práticas e formativas sobre produção audiovisual, utilizando celulares e ferramentas gratuitas, com foco na justiça social e na cidadania. A proposta considerou as transformações ocorridas na produção audiovisual a partir da popularização de tecnologias portáteis, especialmente os celulares, que ampliaram as possibilidades de produção, registro e edição de conteúdos. Esse processo contribuiu para tornar a linguagem audiovisual mais acessível e possibilitou a abordagem de temáticas pouco exploradas, bem como a produção de narrativas por grupos que historicamente encontraram barreiras econômicas e tecnológicas para acessar os meios de produção audiovisual.

    O projeto teve como objetivo capacitar pessoas pertencentes a grupos historicamente vulnerabilizados, entre elas mulheres, pessoas negras, imigrantes, população de baixa renda, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIAPN+, para utilizarem o audiovisual como ferramenta de comunicação acessível e inclusiva. As atividades buscaram ampliar as possibilidades para que as/os participantes pudessem produzir suas próprias narrativas e expressar, de maneira criativa, suas realidades, experiências, lutas e reivindicações sociais.

    A importância do projeto esteve relacionada à democratização do acesso à produção audiovisual, compreendendo-a como uma linguagem artística e comunicacional com potencial para a construção de narrativas contra-hegemônicas e para o fortalecimento da cidadania. Ao proporcionar conhecimentos e ferramentas para a produção de conteúdos próprios, a iniciativa incentivou o protagonismo dos participantes e o engajamento em questões relacionadas à justiça social, à inclusão e aos direitos humanos.

    A proposta surgiu da necessidade de criar alternativas acessíveis para que diferentes comunidades, especialmente aquelas historicamente invisibilizadas, pudessem produzir e compartilhar suas próprias narrativas. Em uma sociedade marcada pela presença das tecnologias digitais, o uso do celular como principal ferramenta de produção contribuiu para reduzir barreiras econômicas e tecnológicas, aproximando as/os participantes das possibilidades de criação audiovisual.

    Realizado junto à comunidade de Jataí (GO), o projeto desenvolveu oficinas que abordaram diferentes etapas e dimensões da produção audiovisual, desde a construção de roteiros até a produção e edição de vídeos e a discussão sobre acessibilidade. As atividades proporcionaram experiências práticas de criação e aprendizagem, estimulando as/os participantes a compreenderem o audiovisual como instrumento de expressão, reflexão, comunicação cidadã e intervenção em suas próprias comunidades.

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    2023
    Eventomar 2023
    I Para descolonizar o ensino e a pesquisa: diálogos e afetos

    I Para descolonizar o ensino e a pesquisa: diálogos e afetos

    O I Para Descolonizar o Ensino, a Pesquisa e a Extensão foi realizado no dia 3 de março de 2023, no auditório do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Câmpus Jataí, Unidade Riachuelo. O evento constituiu um espaço de encontro, formação e diálogo voltado à reflexão sobre a necessidade de questionar perspectivas coloniais ainda presentes na produção do conhecimento, nas práticas educativas e nas relações entre instituições de ensino e sociedade.

    A programação contou com uma mesa de diálogo composta pelas professoras, pesquisadoras e extensionistas Claudia Lemes (UFG), Alyne Lima (UFU) e Simone Rosa (IFG), com mediação de Karine Soares. A atividade possibilitou compartilhar experiências e reflexões sobre ensino, pesquisa e extensão a partir de perspectivas críticas, valorizando outros modos de produzir, compartilhar e reconhecer conhecimentos.

    O evento também articulou formação acadêmica, educação e expressão artística por meio de uma exposição produzida pelo Coletivo Atravessamentos. Como referência simbólica, foi utilizada a obra América Invertida, de Joaquín Torres García, cuja inversão do mapa da América Latina contribuiu para provocar reflexões sobre os lugares a partir dos quais produzimos e legitimamos conhecimentos. A exposição integrou arte, crítica e experiência sensível ao debate proposto pelo evento.

    Assim, o I Para Descolonizar buscou criar um espaço de diálogo entre universidade, educação, arte e comunidade, problematizando hierarquias de saber e fortalecendo perspectivas comprometidas com a valorização dos conhecimentos, experiências e sujeitos historicamente invisibilizados. A realização do evento também marcou uma das primeiras ações do Coletivo Atravessamentos, fortalecendo sua atuação na articulação entre educação popular, produção cultural, arte e construção coletiva de conhecimentos.

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    2022
    Educaçãoago 2022 - mar 2023
    ATRAVESSAMENTOS DOCENTES: o gênero, a raça e a classe

    ATRAVESSAMENTOS DOCENTES: o gênero, a raça e a classe

    O grupo de estudos Atravessamentos docentes: o gênero, a classe e a raça, é um projeto de extensão voltado para estudo, formação e trabalho coletivo de mulheres, a quem possa interessar pelo tema, para a ampliação do entendimento dos atravessamentos que perpassam o ensino, a educação, o trabalho docente e as mulheres. A proposta vincula-se a pesquisa de doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação para Ciências e Matemática, do IFG Câmpus Jataí, intitulada RELAÇÕES ENTRE GÊNERO, CLASSE E TRABALHO DOCENTE: ESTUDO SOBRE A REALIDADE DAS PROFESSORAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA DA CIDADE DE JATAÍ. O objetivo da proposta é socializar os estudos de bibliografia selecionada, resultado de revisão bibliográfica, com mulheres, professoras e professores, e interessadas/os no tema de estudo. Também objetivamos propiciar uma aproximação do público com a pós- graduação do IFG/Câmpus Jataí. O estudo contará com 16 encontros, podendo ser presenciais ou online, que culminará no evento I Ciclo de debates sobre Trabalho docente e seus atravessamentos de Gênero, Raça e Classe Social em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação para Ciências e Matemática do IFG/Jataí.

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